vício novo: little boots

17 06 2009

Little Boots

No meu relógio são 10: 11, o do computador marca 09:45.

Mas olha, desde o dia que achei no rraurl algumas músicas do Little Boots, toda hora pra mim é meia noite e eu sempre tô no meio da balada, na pixta (pra negócios).

A britânica ( e linda e fashion e loira, ou seja baphon total)  Victoria Hesketh ganhou meu coração desde o dia que os vi na MTV. Fiquei com o refrão de Mathematics gravado na cabeça e de Meddle também. Daí, já sabe: joguei no Google, favoritei o My Space e foi.

Agora, enquanto  o mundo aqui fora (do meu fone de ouvido portador de necessidades especiais que só funciona de um lado) está acabando, eu tô  MI JOGANDO  no eletropop e me balançando igual esquizofrênica em frente ao computador ‘cause No more poison killing my emotion, / I will not be frozen /Dancing is my remedy remedy oh. É certo que meus colegas de trabalho não devem crer que sou sã. 

Arreda a cadeira, desgruda o mouse da mão e te joga na vibe em horário comercial. Uhul!





Are woman born this way?

16 06 2009

c: viu só? mulher fala pra caralho mesmo quando nem sabe falar

eu: “viu só? mulher fala pra caralho mesmo quando nem sabe falar” ¬¬

c: hahahahaha

e não é verdade?!





Grey’s Garden

16 06 2009

Se o drama de Little Edie e Edith Bealer se passase nos dias atuais, digamos que seria mais ou menos assim: ambas seriam descobertas, saturadas pela imprensa até a gente dizer chega e em pouco tempo tornariam-se história comum in memorian. Ninguém condenaria Jackie O. por fazer “vista grossa” às parentes e nunca teríamos um relato tão glamouroso sobre uma situação tão decadente como a de Grey’s Garden com direito a documentário e a filme produzido pela HBO.

As passarelas já se apropiaram do estilo de Edie, incorporando lenços na cabeça e broches art deco às coleções ou seja, nada se cria e tudo se transforma. O que era velho/antigo vira febre vintage entre os fashionistas de plantão nas Fashion Weeks do mundo.

Um recado:

Drew, fofa, congratulations. Te joga no tapete vermelho porque alguma coisa me diz que você leva um souvenir para casa na noite do Oscar.

Jessica, amor… você interpretando bêbadas parece sempre estar fazendo o remake de “Um bonde chamado desejo”. Ébrias não são o seu forte, na minha modesta opinião (que não interessa a ninguém, é claro).

grey-gardens-poster

Adorei o filme e já tô louca para ver o documentário.





contrassenso

16 06 2009

“vai do gosto de cada lady
rasgar sua pele com diamantes
ou adorná-la com carvão

vai da pressa do freguês

de cada um de seus chiliques
e dos tropeços encenados

de aviões de guardanapo
de cada promessa clandestina
de um retorno debruçado no guidão

vai ao gosto de bloody
mary vai embora
vai, pois, mas não volta

vai-de dia”

Lá estava eu sentada em frente àquele notebook, perdida e com medo. Igualzinho quando eu quero escrever e não sei o que. A página em branco do Word já me causa calafrio, faz palpitar o coração e roer unhas. Vocês devem ter um pacto: tu e esse vazio maldito da página em branco. Ali estava eu sentada na tua cadeira, no teu computador, em meio aos livros e aos teus cigarros. Nada pessoal, mas era tudo muito feio. Nada parecido com o que eu deveria querer para mim e eu me sentia completa.

Fechei todas as janelas na tela – porque já não posso mais nem pensar em fechar as que abri aqui dentro de mim, para que me invadas. Eu nunca ousaria invadir tuas senhas, tuas cartas virtuais, teus segredos. Tenho medo do que poderia vir a ler e temo mais ainda por saber demais de ti.

Pânico, angústia, palpitação. Revolta do suco gástrico do estômago pra garganta sem parar. É assim que bate esse pavor de ficar viciada em ti e de repente me ver transformando os copos em cinzeiros,  amanhecendo bêbada às quartas-feiras e achar que é muito normal não dormir para escrever. Perder o medo de ti, da vida, das coisas sujas e imundas e assim, me deixar afogar numa bagunça que eu sei, eu tenho certeza, que não dou conta de arrumar.

Não quero uma casa de tijolos avermelhados, cozinha com móveis modulados e diarista que vem três vezes por semana. Eu até toparia tudo isso, mas se fosse contigo, sabe? Porque a gente não teria a casa de tijolos avermelhados, nem os móveis modulados. Talvez um sofá caro, quem sabe. A verdade é que eu pouco (ou nada, e me dói admitir isso) mudaria do que é teu.

O teu caos é sob medida pra minha falta de lucidez. Eu passaria um dia todo ouvindo tuas histórias e velaria teu sono lendo teu livro de poesias. “Teu” livro de poesias. Sabe que soa como uma cantiga encantadora e barata dizer isso? O TEU livro. Filha da classe média que sou, de gente letrada, com inteligência á flor da pele e gênio forte, cultivei uns gostos estranhos pelas letras e outras cositas mais.

Secretamente, bem baixinho comigo, sussurro que não há nada como deitar com um escriba, dormir com um jornalista e debater com um advogado. E eu vou morrendo aos poucos, desmazelando, desfazendo por dentro, porque a minha derrota és tu. É seres o escriba, o poeta, o jornalista, o porra-louca, o caótico, o absurdo, o advogado, o detentor do saber barato e de todas as leituras que eu queria ter, o dono de teorias de mesa de bar. Grande fazedor de cicatrizes profundas e pontos inestimáveis. És tu.

Eu saí do notebook a tempo de não ver nada. E vou sair da tua vida da mesmíssima forma que entrei: num bar pé sujo em meio a conversas atravessadas. É uma pena para gente e uma vitória para mim. Juntos somos demais contrassenso para estar e me sinto tão pequena perto de ti, tão despreparada para qualquer fuga ou furacão. Eu sei, eu sinto: expulsarias-me na primeira tormenta. Doeria tanto não poder nem sonhar em limpar tua bagunça.

Dúvida, de Ricardo Santos

Dúvida, de Ricardo Santos





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15 06 2009

fotowoman

São tantas as coisas que eu queria te falar e contar. E eu sigo fantasiando que você entende tudo e melhor que todo mundo. E isso acaba comigo mas, ao mesmo tempo, me tira um pouco da chatice burra e apática de sempre. E então, me vem a ideia de realmente te contar as coisas. E por isso escrevo. Porque se você entra aqui pra ler é você que, com todo o meu amor que você nem imagina, consegue sentir como sendo seu. E então é mesmo essa coisa maluca de eu me livrar do que eu nem sei se sinto pra você, sem nem saber se sente, sentir o que já estava aí esse tempo todo. A troca do absurdo. Nisso trocamos. O absurdo.

Hoje eu perguntei a um amigo. Você era feliz com ela? E ele disse: eu era muito feliz com ela. E muito triste. Sem ela eu não sou nem uma coisa e nem outra. Eu sorri e disse pra ele: eu prefiro a vida assim. Ele disse: prefere mesmo? Eu disse, comendo um pão de queijo: não, não prefiro, mas pelo menos, assim, eu consigo estar aqui com você pesando mais de quarenta quilos.

São, sei lá, duas e pouco da manhã. Passo boa parte de tudo sem doer, sem sentir tão forte. Às vezes nem parece que aconteceu. Mas o tempo todo, ainda, converso e te mostro tudo, o tempo todo. O tempo todo. O tempo todo. Não porque sou sozinha. Não porque era menos sozinha com você. Apenas porque apenas.

(…)

O maior elogio que eu poderia fazer a uma pessoa era dizer assim: gosto de você além da minha imaginação, não porque aprendi a gostar, mas porque por mais que eu sonhe, você é ainda melhor que o sonho. Você é além da minha capacidade em te imaginar. E eu jamais te diria isso. Não posso te fazer esse elogio. Mas olha, ainda assim, olha eu aqui de novo. Porque você não é melhor que a minha imaginação, você não é melhor que a minha esperança, você, pra falar a verdade, é bem ruinzinho.

[ favores ]





De volta à 1500

15 06 2009

eu: ah, amiga… Sabe, eu acho que deveria existir um lugar tipo ilha de Lost, onde a gente, leia-se “gente doida”, vivesse de subsistência…

BeajoMeLiaga: hahhaaha

Tem , amiga

Algodoal.

eu: Teriamos crianças que não aprenderiam que certas coisas são erradas e a partir daí, não recriminariam certas atitudes.

BeajoMeLiaga: Só que as pessoas que vivem assim ficam insanas

e hippies

e bêbadas

e desrespeitadas

hauahuahua

eu: pois é… Por isso que tinha que ser uma ilha tipo Lost. Longe total da civilização.

BeajoMeLiaga: Já nascer na cagada?

eu: e perto das tabernas com vinho e cigarro.

BeajoMeLiaga: tem tbm, o nome é Brasil, na época do descobrimento.

hahaahaha

tudoputaeviado

eu: pois é…

BeajoMeLiaga: vou morrer de rir

eu: duvido, amiga… Manda fazer uma mesa branca e pergunta pro espírito de qualquer índio desses se ele não era feliz até chegarem os europeus. Eles estavam tudo lá de boa e tal… todo dia era dia de  “façamos, vamos amar”

BeajoMeLiaga: devia ser bom, né? Sério mesmo, tmb acho. Cada um na sua liga doida, comendo peixe e andando com a paitchola livre. Agora, quando tiver numa mesa com intelectuais ou pseudo-intelectuais e alguém soltar que queria ter sido hippie em 70…

eu: ISSO!

BeajoMeLiaga: eu vou dizer: “- Pois eu queria era ter sido índia na época do descobrimento”, e explicarei porque. HAHHHHAHA

eu: “Eu queria era ser índia, caralho”

BeajoMeLiaga: será que eu ganho? AMIGA, ISSO É FILOSOFICO, CARA.

eu: demais.

BeajoMeLiaga: Estamos refletindo acerca do ser humano nas mais diferentes épocas…

“Nas mais diferentes” é muito aula de história.

eu: A gente tá mais uma vez conseguindo se superar. Esse é tipo de coisa que se a gente contar pros outros, ninguém acredita (ou não acha a mínima graça).

BeajoMeLiaga: hahahahahhaahah

ahhh, mas se a gente botar em prática

faz o maior sucesson!

ai, ai, adoro meus amigos

eu: baphon total!

atoro focê.

indio1





Rule #5 from Jim Jarmusch’s Golden Rules

3 06 2009

jim_jarmusch

Here

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Criar é exatamente isso: buscar em seu mundo referências e inspirações. Inspirar-se com o que já foi feito de bom e de ruim, claro. NADA É ORIGINAL.  Muito menos nesses tempos de ideias à jato, pensamento fast food.